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Parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial não vão chegar a todos

Parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial não vão chegar a todos

Após prorrogar o auxílio emergencial no novo valor de R$ 300, metade do inicial, o governo informa que os quatro pagamentos extras do benefício não chegarão para todos.

Os beneficiários que começaram a receber o auxílio em julho, por exemplo, só terão direito a uma parcela de R$ 300. 

 

De acordo com a Medida Provisória 1.000/2020, que prorrogou o auxílio emergencial, o prazo para o pagamento das parcelas de R$ 300 começou a contar da data da publicação da MP, no último dia 3, e termina em 31 de dezembro.

Portanto, são mais quatro meses de concessão do benefício.

Só terão direito a mais quatro parcelas residuais (de R$ 300) as pessoas que começaram a receber o auxílio em abril.

 

Quem teve acesso ao benefício só em julho, receberá a quinta parcela de R$ 600 em novembro. 

Ou seja, terá direito a apenas uma parcela residual até o final do prazo estabelecido pela MP.

 

Segundo a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), a decisão do governo pode prejudicar muitos trabalhadores informais. 

O motivo é que, em alguns casos, mesmo quem se inscreveu em abril, só conseguiu começar a receber o benefício meses depois, seja por demora na análise do cadastro seja porque precisou contestar resposta negativa do governo sobre o pedido do auxílio. 

O prazo final para inscrição ao benefício foi até 2 de julho.

 

Em resposta à Fenae, o Ministério da Cidadania confirmou que:

 

“Serão pagas até quatro parcelas do novo valor. Contudo, o benefício acaba em dezembro deste ano, ou seja, quem começou a receber o auxílio emergencial em abril, terá direito às quatro parcelas”. 

“Quem passou a receber a partir de julho, por exemplo, terá direito a apenas uma parcela do novo benefício, que será paga no mês de dezembro".

 

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, afirma:

 

"O governo está zombando da população, que precisa do auxílio emergencial para sobreviver".

"Anunciam a prorrogação do benefício, dizem que 'o presidente Bolsonaro olha para todos os brasileiros sem deixar ninguém para trás', mas, não esclareceram que estão deixando [para trás], sim, porque só parte dos beneficiários vai receber as quatro parcelas extras. Este governo não trata com isonomia os seus cidadãos".

“A parcialidade do governo vai prejudicar as pessoas que não conseguiram efetivar o cadastro para receber o pagamento por conta de erros do próprio governo”. 

"Muitos trabalhadores só começaram a receber a primeira parcela depois de abril porque o governo cometeu falhas". 

"Houve erros no sistema e negativas do Ministério da Cidadania e da Dataprev, além de outros motivos”. 

“Agora, querem jogar nas costas da população a conta da falta de planejamento. É inadmissível".



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