INDÚSTRIA TÊXTIL

Círculo conquista selo prata do programa GHG Protocol

28/11/2023 09:00:00

Círculo conquista selo prata do programa GHG Protocol

O inventário de gases de efeito estufa da Círculo recebeu o selo prata no programa brasileiro GHG Protocol

Essa é a maior qualificação nacional que reúne padrões, orientações, ferramentas e treinamento para que empresas e governo mensurem e gerenciem as emissões de gases de efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global. 

Além da publicação do inventário de gases de efeito estufa GHG Protocol, a Círculo recebeu outra importante certificação recentemente, o selo OEKO-TEX.

O selo reforça seu compromisso com o meio ambiente em ações que promovem a eficiência energética nos processos da empresa.

O selo prata consiste em um inventário completo incluindo as fontes dos escopos 1 (emissões lançadas à atmosfera que vêm diretamente do processo produtivo da empresa) e 2 (emissões associadas à geração de eletricidade que a empresa consome), e escopo 3 opcional (emissões indiretas com fontes sobre as quais a empresa não tem controle direto). 

Os inventários seguem uma criteriosa metodologia do GHG Protocol.

PRODUTOS ISENTOS DE SUBSTÂNCIAS NOCIVAS 

Pelo segundo ano consecutivo, a Círculo conquistou o selo internacional da OEKO-TEK, que reconhece produtos usados pela indústria têxtil que não possuem substâncias nocivas que possam provocar danos à saúde. 

A empresa têxtil do setor artesanal é uma das pioneiras e uma das poucas no Brasil que possui esse diferencial.

A certificação reúne 17 institutos independentes na Europa e no Japão, que desenvolvem métodos de teste e valores-limite para a indústria têxtil, a fim de manter um padrão de qualidade dos produtos. 

Esse reconhecimento é um dos mais cobiçados pelas grandes empresas mundiais. 

Esta segunda certificação do selo OEKO-TEX é referente ao âmbito de fios e linhas, brancos e tingidos (incluindo multicolores), feitos em 100% algodão.

Confira o processo:

  • Os fios de algodão da Círculo são originários dos campos de algodão do Mato Grosso, a partir da Cooperativa de Produtores de Algodão UNICOTTON, e Orbi (Dreyfus e Coami), que fazem o contínuo acompanhamento das normas e padronização dos procedimentos de beneficiamento das algodoeiras, ofertando produtos de qualidade e reconhecidos internacionalmente.
  • A matéria-prima passa por um processo minucioso, no qual a tecnologia garante a colheita da fibra produzida.
  • Depois de colhido o algodão, as plumas são separadas das impurezas e sementes e enviadas até a Círculo, onde passam pelo processo de transformação em fio na parte da fiação.
  • Em seguida, passam pela limpeza e estiramento das fibras duas vezes, e vão para a bindagem, quando o algodão já fiado passa pelo processo da paralelização de dois ou mais fios.
  • Na sequência, seguem para a retorção, que nada mais é do que a união de dois cabos do fio de algodão.
  • O fio retorcido é transformado em meadas com pesos determinados, e alguns deles passam pela aplicação da mercerização e do tingimento.
  • A mercerização é aplicada para melhorar a resistência, conferir brilho e eficiência no processo de tinturaria.
  • Depois o fio vai para o tingimento, que consiste na preparação, alvejamento, tingimento e amaciamento, que tem como principais objetivos a conferência de cor ao fio e melhora de toque.
  • Após essa etapa, vai para a conicagem, que transforma as meadas em cones para a construção do novelo.
  • Por fim, é encaminhado para o enovelamento, onde é conferido o formato e peso final dos novelos.
  • Depois, segue para a embalagem e rotulagem.

A certificação OEKO-TEX exige que a empresa possua processos bem definidos quanto à rastreabilidade de produção, padronização de processos, controle produtivo e gestão eficiente de fornecedores. 

Os ensaios necessários para controle de qualidade dos produtos são fundamentais para garantir que todo o processo esteja dentro das normas exigidas para a certificação. 

O trabalho junto aos fornecedores também deve ser contínuo, já que qualquer matéria-prima que esteja fora dos padrões impacta negativamente nos resultados.

Com a renovação deste importante reconhecimento que é o selo OEKO-TEX, a Círculo reforça a confiabilidade em seus produtos, firmando seu posicionamento no mercado nacional e internacional. 

Marcelo Toledo, diretor industrial da Círculo, comenta:

“Isso garante ao mercado consumidor que nossos produtos não possuem resíduos de substâncias tóxicas e nocivas à saúde, bem como mostra um comprometimento em ter um processo controlado, seguro e sustentável em toda a sua cadeia, reforçando o nosso compromisso com a sustentabilidade na indústria têxtil”. 

Pollyane Cibely da Cunha, coordenadora de laboratório químico & gestão de qualidade da Círculo, diz:

“O inventário do GHG Protocol é reconhecido em âmbito mundial e mostra que nossa empresa está no caminho certo para a sustentabilidade, a inovação e o controle de nossos processos, funcionando como um indicador para nossas ações ambientais”.

“Nesta edição, percebemos uma redução significativa nas emissões de dióxido de carbono (CO2), motivada pela otimização de processos e demandas produtivas menores”.

Osni de Oliviera Junior, CEO da Círculo, pondera:

“Levamos muito a sério todas as etapas da cadeia produtiva. Por isso, desde a escolha da nossa matéria-prima, com o cultivo do algodão, até a entrega do produto final são acompanhados e seguem os mais criteriosos processos, tanto que fomos reconhecidos novamente pela OEKO-TEX, um dos certificados mais exigentes e admirados por empresas de todo o mundo". 

"Prezamos pela excelência dos processos, qualidade do produtos e segurança de uso aos nossos consumidores, reduzindo ao máximo o risco de alergias, e entregando um fio leve, macio, confortável, bonito e de alta qualidade, que é transformado em várias peças lindas pelas mãos de tantos artesãos e artesãs no Brasil e mundo afora por meio do crochê, tricô, macramê, amigurumi e bordado”.