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Luciano e sua aposta no burlesco

Luciano e sua aposta no burlesco

CARLOS TONET
Jornalista burlesco

 

Consagrado como ativista político de direita, Luciano Hang segue investindo pesado em sua imagem como defensor do ultra liberalismo conservador.

Sua última ação consiste na criação do “Capitão Brasil”.

Com direito a fantasia de super-herói, Hang iniciou uma campanha denunciando a burocracia que emperra os negócios.

Ele criou uma placa denominada Atrasômetro para denunciar a intervenção estatal nos negócios.

A primeira placa foi instalada na cidade de Rio Grande (RS), na tarde do dia 31/10/19, sexta. 

Levantando questões como a geração de emprego e renda e a burocracia, Hang fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, criticando a demora de 150 dias para a liberação do alvará de construção no município gaúcho.

Ele promete levar a placa do Atrasômetro para mais cidades.

As ações de Luciano Hang têm o dom de despertar dois tipos de sentimento: amor e ódio.

De um lado os que o apoiam e incentivam e classificam suas aparições espetaculosas como criativas e necessárias.

De outro alinham-se os que consideram suas intervenções como algo patético e ridículo.

Insultos pesados e elogios desbragados brotam aos borbotões.

Enquanto isso Luciano se diverte e perde a conta das lojas que abre.

Não dá dúvidas de que há um lado extremamente positivo nisso tudo: 

Luciano faz barulho.

E ele faz isso de forma didática.

Chama a atenção da população para temas importantes.

Diz desbocadamente o que muitos empresários gostariam de dizer mas se sentem constrangidos.

Jair Bolsonaro, por exemplo, volta e meia pega carona nas pregações do Luciano como fonte para defender mudanças no sistema tributário e na legislação que rege os negócios.

Luciano Hang sabe que seu estilo burlesco ajudará a implementar suas ideias.


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