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Blumenau registra aumento de focos de escorpião amarelo

Blumenau registra aumento de focos de escorpião amarelo


Blumenau registrou um aumento de focos de escorpiões amarelos nos últimos meses, de acordo com o controle da equipe da gerência de Vigilância Sanitária e Ambiental, órgão da Secretaria de Promoção da Saúde (Semus).

Desde o início do controle do aracnídeo no município, em 2008, haviam dois focos registrados e monitorados.

Atualmente são cinco pontos com registro de atividade do animal. 

Os locais onde foram identificados os focos são nos bairros Escola Agrícola, Itoupava Norte, Vila Itoupava e Badenfurt.

Apesar de a atividade maior de animais peçonhentos ser típica em estações mais quentes do ano, o frio pode fazer com quem busquem abrigo e cheguem às casas e áreas próximas das pessoas.

“É importante que a população, principalmente nas regiões onde já há a presença do escorpião, tenha cuidado redobrado ao vestir roupas e calçados e também ao mexer em roupas e entulhos”, alerta o médico veterinário da Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Kriewall

Desde 2007 há relatos da presença do escorpião amarelo, o Tityus serrulatus, na cidade, que tem cerca de 60% de seu perímetro de área rural, oferece uma grande quantidade de abrigo e alimento para a espécie de escorpião invasora, que está extremamente adaptada, tanto em ambientes urbanos, como rural, conforme explica o médico veterinário da Vigilância em Saúde de Blumenau, Leandro Roberto Canesi Ferreira:

“O escorpião amarelo reproduz-se por partenogênese, o que significa que todo indivíduo adulto pode parir sem a necessidade de acasalamento. Este fenômeno facilita sua dispersão e o animal realmente se instala e prolifera com muita rapidez. Mais ainda quando em situação de perigo.”

Diante do aumento da presença do animal é que a Semus faz um alerta à população sobre como proceder no caso de presença do animal em ambiente doméstico ou até mesmo de acidente, além de medidas de prevenção.

 

Prevenção e condutas:

As medidas de controle já efetivadas no município passam pela capacitação de profissionais da saúde e também por orientações a moradores, com palestras em associações de bairros, buscas ativas noturnas e diurnas ao animal pela equipe da Vigilância Sanitária e Ambiental, bem como pelo monitoramento das regiões com risco.

Para determinar o grau de infestação do animal em cada região é utilizada uma metodologia do Ministério da Saúde, e assim se determinam as medidas de controle de acordo com o grau de infestação de cada região.

Os acidentes registrados no município em 2017 e 2018 não são numerosos, três por ano, mas os veterinários alertam que os acidentes podem ser graves, principalmente quando ocorridos com crianças ou idosos.

“O escorpião não busca atacar a pessoa, o acidente geralmente ocorre quando a pessoa coloca a mão ou o pé sobre o animal. Eles costumam se esconder da claridade em lugares como calçados, armários, gavetas, panos e toalhas em áreas de serviço e banheiros, aumentando a chance de acidentes”, explica Leandro.

A picada do escorpião é venenosa e pode provocar efeitos tanto na região atingida quanto no sistema nervoso.

Os sintomas mais comuns, conforme o Manual de Controle de Escorpiões do Ministério da Saúde, são dor local podendo ser acompanhada de sensações na pele como formigamento, queimação, dormência; febre ou temperatura mais baixa que o comum; e excesso de suor.

Também podem ocorrer vômitos, náusea, arritmias e complicações neurológicas, como paralisia.

 

Em casos de acidente:

  • - Limpe o local com água e sabão;
  • - Procure orientação médica imediata na unidade de saúde mais próxima ao local do acidente;
  • - Se possível, fotografe ou capture o animal para levá-lo ao serviço de saúde, pois a identificação pode auxiliar o tratamento. Em caso de não possuir capacitação para capturar o animal vivo, levar o animal morto ao posto de atendimento.
  • - Prestar atenção quando as crianças se queixam de picada de insetos. Perguntar como era o animal e onde ele estava. Na dúvida ir para o posto de atendimento médico mais próximo do local do acidente.
  • - Não amarrar, fazer torniquete, não cortar, perfurar ou queimar o local da picada;
  • - Não aplicar substâncias sobre ao ferimento nem fazer curativos que fechem o local antes do atendimento.

 

Orientações de prevenção ao surgimento do escorpião:

  • - Manter limpo quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar;
  • - Acondicionar lixo domiciliar em sacos plástico ou em outros recipientes apropriados e fechados, e entregá-los para o serviço de coleta. Não jogar lixo em terrenos baldios;
  • - Limpar terrenos baldios situados próximos a imóveis habitados;
  • - Eliminar as fontes de alimentos para escorpiões (baratas principalmente, e outras infestações de pequenos invertebrados);
  • - Evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como  locais com entulhos, lenhas e superfícies com frestas e sem revestimento;
  • - Preservar os predadores naturais dos escorpiões, especialmente as aves de hábito noturno como as corujas, pequenos macacos, quati, lagartos, sapos;
  • - Evitar queimadas em terrenos, pois desalojam os escorpiões;
  • - Remover folhagens e trepadeiras junto às paredes externas de locais que possuem a ocorrência do animal;
  • - Manter fossas sépticas e caixas de gordura bem vedadas para evitar a passagem de escorpiões e baratas;
  • - Vedar frestas, buracos em paredes, assoalhos, forros, meia canas e rodapés, assim como prestar atenção em soleiras de portas e fechar com rolos de areia ou rodos de borracha;
  • - Em áreas de ocorrência é indicado colocar tela nos ralos ou trocar por escamoteáveis (que possuem sistema de fechamento);
  • - Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados;
  • - Observar com cuidado panos de chão e roupas antes de apanhá-las;
  • - Observe com cuidado roupas e calçados, sacudindo-os antes de calçá-los ou vestí-los;
  • - Examine roupas de cama e banho antes de usá-las;
  • - Mantenha camas e berços afastados das paredes.

 

*As orientações são do Ministério da Saúde e do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Estado de Santa Catarina (Ciatox/SC).



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