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Organização criminosa que vendia pacotes falsos de viagem é desarticulada

Organização criminosa que vendia pacotes falsos de viagem é desarticulada

Na manhã desta quarta-feira, dia 19, a Polícia Civil de Santa Catarina e a Polícia Civil do Paraná deflagraram a Operação Shalom, que visou desarticular uma organização criminosa especializada na venda de falsos pacotes de viagem principalmente para "Israel".

De acordo com o Delegado Lucas Almeida, somente em Blumenau, houve cerca de 108 vítimas do golpe, que foram lesadas na compra de uma falsa caravana para Israel, tendo pagado entre R$ 9 mil é R$ 6 mil cada vítima para participar das viagens que nunca aconteceram.

Em Blumenau, o prejuízo foi de cerca de R$ 800 mil.

Além disso, foi apurado que no Rio Grande do Sul o prejuízo ficou em cerca de R$ 2 milhões, sem falar os prejuízos no Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro

Foram cumpridos nove mandados de prisão e 13 por busca e apreensão.

Por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Blumenau (orientada pelo Delegado Lucas Almeida) e da Delegacia do Consumidor de Curitiba (orientada pelo Delegado André Feltes), as polícias civis investigaram conjuntamente diversos golpes praticados pelos indiciados, por meio da Agência de viagem Shalom Operadora, nos Estados de Santa Catarina e Paraná.

Os indiciados, passando-se falsamente por pastores, ganhavam a confiança das vítimas e lideranças de igrejas, negociando por meses as grandes caravanas, até a aplicação do golpe, alegando depois que a empresa faliu.

Além disso, anunciavam pacotes a um valor de aproximadamente R$ 10 mil reais, mas depois, em uma "promoção relâmpago", reduziam o valor para praticamente a metade do preço, bem abaixo do valor de mercado, mas por pouco tempo, o que atraía muitas pessoas.

O chefe da quadrilha foi preso no ano de 2015 pelo mesmo golpe, tendo, inclusive, sido detido no aeroporto Afonso Pena ao tentar fugir do país.

Na mesma época o homem atentou contra a vida de uma policial, e acabou sendo alvejado por três tiros na defesa.

No ano de 2015, o prejuízo foi de cerca de R$ 1 milhão nas vendas dos falsos pacotes.

Alguns dos estelionatários respondem inquéritos e processos penais por estelionatos.

Para não gerar desconfianças a quadrilha sempre criava outras empresas de fachada para a mesma prática de golpes, pois quando o nome de uma agência estava "queimada", passavam a usar uma nova pessoa jurídica para aplicar os golpes. 


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