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Periquito voando pro céu

Foto: Redes Sociais

Periquito voando pro céu

Por Carlos Tonet
Editor do Jornal de Blumenau

 

Faleceu na madrugada deste sábado, dia 9, o Célio Kienolt.

O Periquito, que ele escrevia Pirikito.

Conheci o Célio em 1982 quando entrei no Santa.

Ele cuidava do comercial e também era vendedor.

Célio muitas vezes me socorria.

Quando faltava notícia pra fechar a página eu corria até a sala dele pra pedir um calhau.

Calhau era o nome dos anúncios de cortesia, permutas ou publicidade da casa, que não tinham custo, mas serviam pra tapar buraco.

Às vezes quando entrava na redação ele era abordado por hordas de editores implorando por um calhau.

Célio atuou em vários projetos ligados ao turismo, esteve presente de uma forma ou de outra na história dos eventos da cidade, como na Oktoberfest, sempre envolvido em algum projeto ou até mesmo ajudando.

Trabalhei com ele durante algum tempo também no Convention Bureau.

Nas primeiras edições do Stammtish era ele que andava pra cima e pra baixo com uma prancheta com os nomes e as disposições dos grupos, levantava da madrugada pra organizar a colocação das mesas.

Era um daqueles caras queridos por todos, era paciente, sabia ouvir todos os lados e todo mundo sabia que, uma vez recebida a missão, Célio daria um jeito.

Em 2006, quando morei algum tempo na XV, fiz dois semestres inúteis de jornalismo no Ibes.

Periquito e eu sentávamos juntos na sala de aula.

Célio sempre foi um sujeito cordato, querido e trabalhador.

Foi agente de publicidade toda a vida.

Maior que sua carteira de clientes era a sua carteira de amigos.

Até pouco tempo atrás costumava cruzar com ele na rua São José a caminho da Petrópolis.

Vou sentir falta do aceno dele.


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