Patrocinado
A Teoria da Mercedes preta

Imagem: Carlos Tonet

A Teoria da Mercedes preta

CARLOS TONET​
​Coaching do brejo

 

 

Dia desses encontrei um amigo empresário que estava de carro novo.

Comprou um carro menor do que o anterior, embora um pouco mais caro, por agregar mais funções tecnológicas.

Comentei com ele que o carro não tinha jeito de “carro de empresário”.

Disse-me ele que não gostava de aparecer na frente dos funcionários com carro muito grande.

“Fica parecendo ostentação, prefiro a discrição”.

Lembrei então de um outro empresário que conheci, dono de uma indústria metalúrgica, que fazia questão de só comprar carros usados.

O motivo era o mesmo: não queria passar soberba aos funcionários.

Quero que me vejam como uma pessoa simples, como um deles”.

Falei para meu amigo que em uma empresa do porte da dele, sólida, em constante expansão, essa preocupação não deveria existir.

Pelo contrário: as pessoas costumam se sentir melhor e mais seguras quando notam que trabalham numa empresa cujo dono está bem de vida.

Contei a ele sobre uma entrevista que fiz em São Paulo, anos atrás, num dos maiores escritórios de advocacia do país, com mais de 80 advogados.

Logo que passei pela portaria, dei de cara com a Mercedes preta de um dos sócios.

Quem chegava ao escritório era obrigado a passar por ela.

(A imagem deste artigo ilustra bem seu posicionamento estratégico).

Ela ficava estacionada de frente.

Parecia encarar quem entrasse.

A Mercedes ficava entre o escritório e o refeitório.

A cada vez que entravam ou saiam da empresa ou iam para o refeitório, os funcionários cruzavam com ela.

A Mercedes preta funcionava para duas coisas:

1) Impressionar os clientes e visitantes.

2) Passar um aviso para os funcionários, estagiários e advogados: você também pode ter uma. Corra atrás da sua.

Nada mais motivador.

Patrocinado
Patrocinado