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Vespa volta a ser vendida no Brasil com novos modelos

Vespa será vendida através de uma rede de Boutiques que a marca traz para o Brasil

Vespa volta a ser vendida no Brasil com novos modelos

Grupo Piaggio traz para o Brasil o seu maior ícone mundial: a Vespa. A operação contará com quatro modelos da scooter: Primavera (125 cc e 150 cc), Sprint (150 cc) GTS 300 (300 cc) e Vespa 946 Empório Armani.

Uma das grandes novidades para os colecionadores é a série histórica com edição limitada, numerada de “0001” a “1.000”, feita para comemorar a chegada da Vespa no Brasil.

As mil primeiras scooters comercializadas virão com uma placa que conterá a numeração especial e a imagem da bandeira nacional.

Os clientes também receberão uma placa nominal, certificada pela Itália, que trará a mesma numeração impressa na moto.

Além disso, a lateral do veículo receberá as cores da bandeira da Itália junto com o logotipo Vespa.

O modelo escolhido para receber a distinção foi a Primavera 150 cc, um dos maiores sucessos do Grupo Piaggio.

A operação contempla ações estratégicas com metas de curto e longo prazos, que passa por duas etapas bem definidas.

A primeira é a fase CBU (Complete Built-Up). Nesta modalidade, a empresa espera comercializar mais de duas mil Vespas em 2016.

Já para o ano seguinte, a perspectiva de vendas é ultrapassar 12 mil unidades da scooter. As expectativas para 2018 preveem a inclusão de novos produtos Piaggio montados no País, que contribuirão para um volume de 35 mil motos anuais.

A segunda etapa é a consolidação da fábrica, que será implantada em Manaus a partir de 2018. A planta será do tipo CKD, no qual os kits vêm diretamente da matriz e são complementados com componentes nacionais.

Utilizando mão de obra local, a capacidade inicial está prevista para produzir 35 mil unidades/ano.

Sem concessionárias

Um dos pontos mais inusitados de toda a estratégia da Vespa no Brasil é que a montadora terá uma rede de vendas totalmente inédita no País: as Boutiques.

As Boutiques foram idealizadas para serem locais agradáveis, onde as pessoas querem frequentar e sempre retornar.

A meta é estabelecer uma nova experiência, baseada em um estilo totalmente inovador de loja, com formatos exclusivos de venda.

Para ambientar as Boutiques, foi aplicado o conceito de retrô-contemporâneo. Conectado aos atributos da Vespa, o espaço será moderno, mas mesclado ao charme italiano clássico.

A área da recepção e do showroom será setorizada em divisões pensadas para compor o clima esperado. Em uma parte, haverá a vitrine de exposição dos produtos e acessórios, junto a uma welcome área.

Também contará com um brand experience, onde os produtos ficarão expostos em pódios projetados do chão. Além disso, os consumidores terão acesso a espaços nos quais podem tocar e sentir os materiais que irão compor sua scooter, como o revestimento do banco, por exemplo.

A interatividade será um dos pontos altos das lojas. Pensadas para serem digitais e conectadas, também permitem que os clientes interajam fisicamente com os produtos e acessórios, completando a experiência.

O conceito de vendas será totalmente novo, pois também será interativo. Por meio de um display touch screen, o cliente poderá configurar seu veículo, escolhendo o modelo, a cilindrada, as cores da scooter e do assento, e o material do banco.

Com a moto escolhida, o consumidor terá à disposição um consultor, que desempenhará papel fundamental na operação.

Um dos pontos mais importantes das Boutiques será o pós-vendas, que terá uma área de assistência técnica abastecida com equipamentos e ferramentas desenhados com o padrão Vespa.

Também armazenará estoques de peças para suprir as necessidades de manutenção dos produtos.

A primeira boutique-modelo será inaugurada na primeira quinzena de novembro, no bairro do Morumbi, Zona Sul de São Paulo.

Expansão das Boutiques

A expansão das Boutiques se enquadra num plano para abarcar os principais mercados do País.

Em 2016, a perspectiva é abrir oito delas, somando as de rua e as de shopping. Já em 2017, a meta é inaugurar mais dez lojas.

Em 2018, mais 22 lojas passam a compor a Rede, totalizando, nos próximos três anos, 40 boutiques nas mais importantes praças brasileiras.

A partir desse ponto, o plano de expansão acompanhará a evolução da demanda do mercado brasileiro pelos produtos do Grupo Piaggio.

Novo arranque

A Vespa já foi vendida no país na década de 80, na época uma parceria entre a Piaggio e a Caloi, responsável então pela montagem das scooters.

Desta vez, no entanto, a especialista nos modelos entrará de forma direta. O risco, garante, será menor, porque desta vez o país está preparado para receber as Vespas.

Dona de um faturamento mundial de 1,2 bilhão de euros e de 25% do mercado de scooters da Europa, a Piaggio acredita em um novo arraque do setor ainda neste ano.

O motivo está no perfil das pessoas que ela pretende conquistar por aqui. O setor de duas rodas no país hoje se divide entre streets, com opções mais leves e de uso diário, e modelos de alta cilindradas, mais potentes, pesadas e mais caras.

Além do perfil de consumo diferente, a companhia acredita na melhora das vendas como um todo. A expectativa é que o mercado retome o patamar de 2011, melhor nível para o setor.

Na época, dois milhões de motos eram vendidas por ano, a previsão é que 2016 seja fechado com 1,15 milhão de unidades comercializadas.

Pelas contas da Piaggio, em 2020 o país deve voltar ao patamar de 1,62 milhões e assim progressivamente. 

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